“O futuro vai
ser duro, mas temos de começar por algum lado. A ambição está aí, mas
nada mudou só com uma vitória. O futuro vai ser muito trabalhoso, mas
vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para tentar ir para os
lugares cimeiros, nomeadamente procurar os postos de acesso à Liga dos
Campeões”
“Na segunda parte, é verdade que tivemos sorte. Jogámos
contra uma óptima equipa que nos criou vários problemas. Mas, na
primeira, pertenceram-nos as melhores ocasiões. Ganhámos 1-0 e temos de
estar satisfeitos”
“Penso que a decisão
foi correcta. Mas, para mim, o árbitro tem sempre razão”
"Estamos contentes
com ele [Eric Dier]. É difícil chegar de repente a este nível, mais alto, mas
cumpriu. Contou com a ajuda dos companheiros e soube também auxiliar o
grupo, inclusive participando no lance do golo"
"Trabalhámos durante a semana para encontrar solução para lateral
direito, e tínhamos duas opções: ou criávamos uma adaptação,
ou apostávamos num jovem. Havia dois jovens
jogadores disponíveis, da equipa B, e a nossa escolha representa a
ambição deste
clube. Por que não aproveitar a equipa B e
lançar jogadores com qualidade? Dier é uma opção para o futuro e esta
noite aproveitou
bem a oportunidade. Há muito trabalho para
fazer, mas é importante para o clube que haja estas opções e que elas
correspondam"
"É difícil para mim falar de um jogador só, mas reconheço
que Patrício voltou a ser muito importante para
nós. Simplesmente, ele está lá como parte da equipa e é assim que
analiso
as coisas. Capel? esteve muito bem na primeira
parte, e tal como a equipa teve um segundo tempo mais difícil. Agora
cabe-nos
trabalhar para que ele dure os 90 minutos"
"Pedimos um grande esforço a alguns jogadores, em certas posições, e
eles podem ter-se
ressentido disso. Mas, por outro lado, o final
foi difícil porque não tivemos confiança suficiente para acreditar que
podíamos
continuar a jogar da mesma forma. Quisemos
proteger demasiado, e essa é uma questão também mental"
"Pranjic não era a nossa primeira ideia para aquele lugar, resultou
da lesão de Izmailov. A partir daí, quis ter um
jogador capaz de segurar a bola, controlar o ritmo de jogo e lançar bons
passes
em profundidade e foi isso que ele fez"
"Disse que ia ver a equipa técnica após o nosso
jogo com o Braga. Esse nome [De Boeck] é uma hipótese, mas não é a única, sendo que
vamos
tomar uma decisão até final da semana"
Um espaço crítico, de análise e de informação estatística e factual para perceber melhor o que se passa em Alvalade. Por um sócio com as quotas pagas até Dezembro de 2012
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Vercauteren antevê jogo com o Genk
"Há duas coisas importantes:
temos de ganhar pela ambição e vai ter de ser sempre assim jogando
contra o Sp. Braga ou contra outro rival qualquer. Segundo, o jogo é
importante porque sabemos que o Sp. Braga é um rival directo e é
fundamental encurtar a distancia porque já há muitos pontos a
separar-nos [10]"
"Temos de fazer o nosso melhor enquanto for possível porque não vale a pena mudar objectivos quando ainda há tantos pontos para discutir. No entanto, sabemos que vai ser difícil e que temos de ter muita qualidade para o conseguir"
"[Godinho Lopes] Não me prometeu nada, não falámos sobre isso. Vamos reunir na próxima semana e esse assunto até pode estar em discussão, mas a prioridade tem de ser sempre o próximo jogo"
"Temos de fazer o nosso melhor enquanto for possível porque não vale a pena mudar objectivos quando ainda há tantos pontos para discutir. No entanto, sabemos que vai ser difícil e que temos de ter muita qualidade para o conseguir"
"[Godinho Lopes] Não me prometeu nada, não falámos sobre isso. Vamos reunir na próxima semana e esse assunto até pode estar em discussão, mas a prioridade tem de ser sempre o próximo jogo"
Os destaques da entrevista de Vercauteren a Record
"A minha intenção é ficar o máximo de tempo possível, mas se o clube ou eu entendermos que isto não está a resultar, porquê afastar a situação? Se todos estiverem contentes no final, podemos falar no futuro, caso contrário cada um segue a sua vida. Se não estivemos contentes, vou-me embora. É simples"
"Foi o presidente que falou [primeiro] comigo"
"Fiquei feliz por ter sido o eleito entre várias alternativas para este lutar. Penso que foi uma decisão trabalhada de forma consistente. Os dirigentes do Sporting não foram contratar um treinador que não conheciam. Penso que este tipo de escolhas não se faz do nada"
"O mais importante neste processo de evolução é que os jogadores se sintam recompensados, que ganhem algo com tudo o que fazem. Neste momento é disso que sentem falta."
"A única coisa que lhes falta é aquele clique que muda tudo. Isso mudará a cara dos adeptos, fará diferença na primeira página dos jornais"
"Claro que a Champions é um objectivo para nós. Isto é o Sporting e essa é a ambição de um clube grande. Os objectivos têm de ser complicados, estarem ao mais alto nível. Prefiro que exista alguém que coloque a fasquia do que o contrário"
"O presidente pediu-me para ganhar todos os jogos e para aproveitar os jovens formados na Academia. Ganhar será sempre o principal objectivo, mas também temos de fazer transição entre a equipa A e a B"
"Antes de ir à procura de soluções para o ataque fora, tenho de observar bem aquilo que o clube tem, olhar para a equipa B. É isso que fazemos, é essa a ambição do clube."
"O mais importante é a dinâmica que se coloca em campo, a pressão sobre a bola, aquilo que vamos fazer com a bola. Temos de aprender a jogar de várias formas, em várias circunstâncias, pois isso faz-nos evoluir"
"Não acredito que esse seja o melhor caminho a seguir - de revolução. Precisamos de tempo, trabalhar arduamente em vários aspectos, mas não de uma forma fácil ou confortável. Uma revolução, nesta altura da temporada e com o que está para trás na época, não seria benéfico para a equipa. Tenho a certeza absoluta disso."
"Há quatro situações prioritárias: tecnicamente temos de aproveitar mais qualidade, e claro que isso vem com confiança. Fisicamente, precisamos de melhorar, pois há jogadores que aguentam os 90 minutos, mas há outros, também em virtude do trabalho que realizam em campo, que não conseguem chegar ao fim do jogo. Depois há um trabalho táctico importante e há ainda o factor mental"
"Quanto mais mudamos o onze, mais dúvidas temos em relação à qualidade de alguns jogadores. No entanto, isso dá-me uma noção mais real dos recursos que tenho à disposição"
"Não faz sentido os suplentes ficarem sentados no balneário enquanto os restantes aquecem. Fazem todos parte de uma equipa e devem actuar como partes integrantes do grupo, estejam ou não convocados, sejam ou não titulares. O mais importante será sempre a equipa e não o indivíduo"
"Temos de conquistar a confiança dos jogadores, dar-lhes confiança e proporcionar-lhes aquilo que eles precisam de um treinador. Só assim podemos procurar o melhor em termos de objectivos. Não podemos passar a vida a queixar-nos das situações menos favoráveis. Isso para mim são desculpas e se eu peço aos jogadores para não arranjarem desculpas para os seus erros, eu também não o devo fazer. É a minha obrigação fazer o melhor com aquilo que tenho à minha disposição"
"Fico feliz por serem líderes, por mostrarem qualidade, mas o essencial é perceber quantos desses jogadores é que têm lugar num Sporting competitivo"
"Não existe um timing para lançar um jogador. Por vezes, apostamos num jovem e ele nunca mais sai da equipa. São coisas que acontecem, eu sei que já aconteceu aqui. Não temos de ter medo de o fazer, mas sim ajudar esses jogadores nesse momento de transição. É importante que eles sintam que mais difícil do que chegar à primeira equipa, é ficar lá."
"Foi o presidente que falou [primeiro] comigo"
"Fiquei feliz por ter sido o eleito entre várias alternativas para este lutar. Penso que foi uma decisão trabalhada de forma consistente. Os dirigentes do Sporting não foram contratar um treinador que não conheciam. Penso que este tipo de escolhas não se faz do nada"
"O mais importante neste processo de evolução é que os jogadores se sintam recompensados, que ganhem algo com tudo o que fazem. Neste momento é disso que sentem falta."
"A única coisa que lhes falta é aquele clique que muda tudo. Isso mudará a cara dos adeptos, fará diferença na primeira página dos jornais"
"Claro que a Champions é um objectivo para nós. Isto é o Sporting e essa é a ambição de um clube grande. Os objectivos têm de ser complicados, estarem ao mais alto nível. Prefiro que exista alguém que coloque a fasquia do que o contrário"
"O presidente pediu-me para ganhar todos os jogos e para aproveitar os jovens formados na Academia. Ganhar será sempre o principal objectivo, mas também temos de fazer transição entre a equipa A e a B"
"Antes de ir à procura de soluções para o ataque fora, tenho de observar bem aquilo que o clube tem, olhar para a equipa B. É isso que fazemos, é essa a ambição do clube."
"O mais importante é a dinâmica que se coloca em campo, a pressão sobre a bola, aquilo que vamos fazer com a bola. Temos de aprender a jogar de várias formas, em várias circunstâncias, pois isso faz-nos evoluir"
"Não acredito que esse seja o melhor caminho a seguir - de revolução. Precisamos de tempo, trabalhar arduamente em vários aspectos, mas não de uma forma fácil ou confortável. Uma revolução, nesta altura da temporada e com o que está para trás na época, não seria benéfico para a equipa. Tenho a certeza absoluta disso."
"Há quatro situações prioritárias: tecnicamente temos de aproveitar mais qualidade, e claro que isso vem com confiança. Fisicamente, precisamos de melhorar, pois há jogadores que aguentam os 90 minutos, mas há outros, também em virtude do trabalho que realizam em campo, que não conseguem chegar ao fim do jogo. Depois há um trabalho táctico importante e há ainda o factor mental"
"Quanto mais mudamos o onze, mais dúvidas temos em relação à qualidade de alguns jogadores. No entanto, isso dá-me uma noção mais real dos recursos que tenho à disposição"
"Não faz sentido os suplentes ficarem sentados no balneário enquanto os restantes aquecem. Fazem todos parte de uma equipa e devem actuar como partes integrantes do grupo, estejam ou não convocados, sejam ou não titulares. O mais importante será sempre a equipa e não o indivíduo"
"Temos de conquistar a confiança dos jogadores, dar-lhes confiança e proporcionar-lhes aquilo que eles precisam de um treinador. Só assim podemos procurar o melhor em termos de objectivos. Não podemos passar a vida a queixar-nos das situações menos favoráveis. Isso para mim são desculpas e se eu peço aos jogadores para não arranjarem desculpas para os seus erros, eu também não o devo fazer. É a minha obrigação fazer o melhor com aquilo que tenho à minha disposição"
"Fico feliz por serem líderes, por mostrarem qualidade, mas o essencial é perceber quantos desses jogadores é que têm lugar num Sporting competitivo"
"Não existe um timing para lançar um jogador. Por vezes, apostamos num jovem e ele nunca mais sai da equipa. São coisas que acontecem, eu sei que já aconteceu aqui. Não temos de ter medo de o fazer, mas sim ajudar esses jogadores nesse momento de transição. É importante que eles sintam que mais difícil do que chegar à primeira equipa, é ficar lá."
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Vercauteren após empate com o Genk
“Sofrer um golo mesmo no fim foi mau, mas apesar de estar desiludido
com o resultado, fiquei satisfeito com a forma como jogámos na segunda
parte"
“Organizámos melhor o nosso jogo na segunda parte, essencialmente porque conseguimos pressionar no meio-campo do Genk. E todos os jogadores ocuparam as posições certas. Deviamos ter ganho o jogo pelo que fizemos nos segundos 45 minutos"
“Ainda é possível e vamos ter de acreditar. Estamos todos desapontados com o golo sofrido mesmo no final, mas temos de progredir e seguir em frente”
“Organizámos melhor o nosso jogo na segunda parte, essencialmente porque conseguimos pressionar no meio-campo do Genk. E todos os jogadores ocuparam as posições certas. Deviamos ter ganho o jogo pelo que fizemos nos segundos 45 minutos"
“Ainda é possível e vamos ter de acreditar. Estamos todos desapontados com o golo sofrido mesmo no final, mas temos de progredir e seguir em frente”
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Dixit: Frank Vercauteren
7 de Novembro - antevisão ao jogo com o Genk
"O que queremos ter é qualidade a todos os níveis: técnica, passe, disciplina táctica e entrega física, não a 100, mas a 200 por cento, e moral alto, para sermos mais forte do que os outros. Isso decidirá o resultado"
"É importante conhecer a qualidade do adversário, mas isso não chega, é preciso conhecer a nossa. O mais fácil para mim não existe. Cada jogo é diferente e é sempre difícil. Talvez na teoria seja mais fácil, mas temos é de fazer o nosso trabalho."
"Não há sectores em particular. Ganhamos a 11, 12, 14... jogadores, equipa técnica, dirigentes. Não é por a defesa ter problemas que o problema é sempre provocado pela defesa. É sempre em bloco e juntos que temos de melhorar. O trabalho por sectores é mais para uma época inteira. Agora temos de confiar no que temos e melhorar"
"Não ganhámos em Setubal, nem no jogo anterior e perdemos jogadores. Não há vantagem. Temos de dar o máximo para bater um adversário que lutará com o mesmo objectivo. Prefiro ganhar frente a um adversário completo, mas prefiro também que a minha equipa esteja completa. Mas nunca haverá desculpas. Claro que temos de fazer tudo para ganhar, esteja o Genk completo ou não"
"Não estou no lugar do treinador do Genk. Não sei o que se passa na equipa dele. Presumo que farão o seu jogo. Mas não me vou adaptar ao Genk e sim dificultar a tarefa deles."
"O que vamos tentar fazer é potenciar os momentos melhores e minimizar os menos positivos [frente ao V. Setúbal]. Creio que os jogadores compreendem o que quero dizer. Mas o mais importante é conseguir ganhar. Na primeira parte em Setúbal colocaram em campo tudo, o Vitória teve meia ocasião e marcou, enquanto nós, com quatro ou cinco, não. Eles sentem que não houve recompensa"
"Nunca disse que não estava satisfeito com a qualidade da equipa. Falei de alguns jogadores, mas isso não significa que são culpados. Estamos à procura de soluções. As razões até podem estar noutros sítios"
"Penso sempre no que correu bem. É fácil falar do que correu mal. Comecei pelos aspectos positivos. Claro que tirei ilacções, aprendemos com os erros, mas prefiro ter uma atitude mais positiva"
"É possível [haver alterações no onze], mas não será por alguém ter feito um mau jogo e tenha de sair."
"[Jogadores da equipa B] Se for necessário, numa determinada posição - e não só para amanhã, mas também para domingo - por que não? Há jovens jogadores bons. Mas também não quero enterrar jogadores, queimá-los"
4 de Novembro - após a derrota com o Vitória de Setúbal (2-1)
"Começámos bem, mesmo sofrendo um golo feliz. Quando uma equipa não está bem acontecem estas coisas. Depois assumimos o comando do jogo e tivemos mais oportunidades. Ao intervalo não estava descontente. Era preciso continuar assim na 2ª parte, mas não conseguimos ter a mesma qualidade na 2ª parte. Demos oportunidades ao adversário e depois tivemos de correr atrás do prejuízo. Mesmo contra dez não tivemos muitas oportunidades."
"É errado pensar negativamente. É normal, mas temos de ser positivos. Não podemos estar felizes, mas temos de ser positivos. Temos de trabalhar e melhorar. Estamos desiludidos mas temos de ultrapassar isto."
[mudou o treinador mas o desfecho foi o mesmo. A que se deve este momento do Sporting?] "Temos dois problemas: em primeiro lugar não se ganha, e depois não há tempo. Há muito trabalho para fazer."
[gostou da atitude?] "A atitude foi boa. Não me posso queixar. Não tivemos foi continuidade. Podemos sempre fazer melhor. Quisemos fazer melhor, mas não conseguimos."
"Essa abordagem é errada. Vocês sabem que agora não podemos contratar. Eventualmente em Janeiro. Se falo de reforços é porque não confio nos jogadores que tenho. Agora só podíamos contratar jogadores livres, e se estão livres ou não são bons não estão em forma. Tenho de trabalhar com este grupo, sem arranjar desculpas."
"Tivemos falta de confiança e concentração. Estou desapontado com a qualidade de alguns jogadores, sem referir nomes. Os próprios jogadores sabem quem jogou bem e quem não jogou bem. Alguns tentaram reagir e outros não. Mas um ou dois jogadores não são culpados. A equipa é que é culpada porque perde. Peço desculpa aos adeptos"
3 de Novembro - antevisão ao jogo com o Vitória de Setúbal
"Não haverá revolução. Isso colocaria em causa o trabalho dos meus antecessores. Manterei 80 ou 90 por cento. O que mudar será pouco a pouco, em função da condição dos jogadores. Revolução não. Os outros treinadores deixaram um trabalho feito. O Oceano fez um bom trabalho. Vamos incutindo algumas mudanças. Algumas já neste jogo, outras com o Genk, outras com o Braga. Mas revolução não"
"O que conta é a dinâmica, se é boa ou não. Eu próprio gosto de mudar, de vez em quando. Não mudo por mudar, mas para melhorar o desempenho" - sobre sistema táctico
"Equipa está aberta e disponível e precisa de um empurrãozinho que só as vitórias dão. Os jogadores não têm de pensar no passado"
"Não devo pensar em ganhar, mas pensar naquilo que é preciso para ganhar. Não podemos esquecer o caminho. O resultado é o reflexo de um caminho bem escolhido. Não podemos pensar apenas no resultado final, sem saber como chegar lá. Se eles jogarem bem, se fizerem bem o caminho, o resultado aparecerá. A não ser que o adversário faça um trabalho melhor."
"À minha volta tenho pessoas que conhecem bem o adversário, e eu tive acesso a relatórios, vi o jogo da época passada, em que o Sporting perdeu. A preparação dos jogos implica delegação de tarefas, e eu tenho feito isso. Tenho todo o respeito pelo Vitória, e por todos os adversários, mas a minha prioridade é centrar-me na minha equipa. Quem está junto a mim tem ajudado a conhecer o adversário."
"Um jogo de futebol não é apenas primeira ou segunda parte. É do primeiro ao último segundo. Durante esse tempo temos de evitar erros e estarmos presentes. Não sofrer, também, mas sobretudo pensar em marcar. Temos de estar concentrados e ter uma presença muito grande ao longo de 90 minutos."
"Não estarem todos ao melhor nível não pode ser uma desculpa. O treinador tem de estar preparado para isso, e potenciar os jogadores."
2 de Novembro - declarações a A Bola
"Nunca tive dúvidas sobre a qualidade dos jogadores"
"O próximo jogo, com o Vitória de Setúbal, é difícil, como todos sempre são mas vejo os jogadores motivados. As coisas difíceis são para entender e estamos sempre confiantes"
"Passado é passado e foi isso que dissemos, que têm de ter em conta a situação mas esquecer e trabalhar para dar a volta, seguir em frente"
"Estamos a mostrar o que pretendemos. Ainda é preciso interromper muitas vezes o treino mas os jogadores estão a assimilar bem"
30 de Outubro - apresentação como treinador do Sporting
"Durante estes últimos tempos tive oportunidade de reflectir. Decidi ser eu agora a escolher o que queria fazer. Sabia o que queria em termos de qualidade, de estrutura, de forma de jogar, de atitude. O Sporting responde totalmente a todos estes predicados, apesar de os resultados agora não serem bons."
"É de facto um período difícil mas o potencial existe, o talento existe. Não foi difícil a escolha, foi fácil. A única coisa que precisei de conhecer foi os jogadores."
"Antes de podermos pôr a equipa a funcionar, temos de escolher a melhor altura para o fazer. Não é em dois dias que isso se faz. Para mexer, para pôr os jogadores a pensar doutra forma, é preciso tempo. Não pode ser feito de um momento para o outro. É preciso escolher a melhor altura para o fazer. É preciso dar tempo para os jogadores se adaptarem"
"Em termos de problemas com a equipa e jogadores falo com eles e mais ninguém. Jogadores têm potencial que deve ser explorado, quem me conhece sabe bem que não respondo a essas questões directamente."
"Importante é ter uma atitude positiva. Hoje já ouviram o que espero deles e será sempre com eles que falarei."
"Há um problema, isso sim, porque a equipa não ganha jogos"
"Jogo com o Genk? Não me causa problemas, até dá prazer. Tenho boas recordações do Genk e bons amigos mas sou treinador do Sporting e o objectivo é ganhar pelo Sporting"
"Quando pego numa equipa a meio da época não implica alteração nos métodos de trabalho. Tenho é de aproveitar o que já foi feito, perceber a equipa em estados físicos, tácticos e mentais. Tudo o resto, o trabalho e a ambição, não há desculpas. Estamos cá para tentar ganhar a curto prazo e recuperar o máximo que se conseguir"
"Já falei com o presidente sobre um adjunto e pedi um. Ainda não está decidido quem será, primeiro tenho de ver o que existe no clube, definir um perfil da pessoa de que irei precisar e só depois verei quem melhor irá preencher. O factor linguístico terá o seu peso. Neste momento tenho já o Oceano, que é um poliglota."
"Os jogadores também têm de fazer um esforço para comunicar. O português será um factor a ter em conta, eu próprio tentarei aprender a língua o mais rápido possível."
"O problema é não ganhar. É com isso que tenho de me preocupar, ver o que é preciso potenciar a nível técnico, táctico, físico e sobretudo mental."
"Nasci com pressão, vivo com pressão. Quem quer jogar ao alto nível, tem de saber lidar com a pressão. Quem não quiser estar sujeito a pressão, tem de ir jogar para outro lado"
"O lugar do Sporting é no topo da classificação. Para chegarmos lá, é preciso marcar golos"
"Semana após semana, jogo a jogo é o importante. Fazer o melhor todos os jogos, mantendo sempre o horizonte da Liga dos Campeões em vista. Não vamos estar preocupados com outros, vamos estar preocupados connosco"
"É provável que tenhamos de recorrer aos jogadores da equipa B e da academia. É isso que irá já acontecer a partir dos próximos treinos. Não me peçam nomes porque não seria justo, porque depois o jogador ia achar que era tudo fácil e que ia receber um carro do presidente e um contrato melhor. Não é assim que trabalhamos."
"Antes de começarmos a correr temos de saber andar. Temos de ter ambição e ser realistas. Há muito jogo por jogar, muitos pontos por disputar. Prefiro fazer primeiro e falar depois. Temos de procurar a qualidade."
"Enquanto matematicamente for possível, continuamos a acreditar"
"Em qualquer equipa, o treinador é sempre quem está de passagem. Não ficar mais tempo não significa que o projecto não seja bom"
"Quero dizer obrigado aos adeptos, fui muito bem recebido. Há uma grande paixão, fanatismo no bom sentido, são os melhores adeptos que uma equipa pode ter. Tentarei corresponder às expectativas, mostrando muita paixão e muito empenho"
"Quero agradecer ao clube, ao presidente, aos dirigentes, por me terem escolhido. É sempre agradável ser escolhido. É uma oportunidades que muitos gostariam de ter tido. É um prazer, um privilégio. Quero corresponder às expectativas."
"Não sei quanto tempo vou ficar, espero que não sejam apenas os oito meses Quero fazer subir o nível de toda a equipa. Este é um clube muito importante. Não vim para Portugal por ser um país bonito. Vim para estar num projecto que espero que tenha pernas para andar e que seja duradouro"
"Oceano tem sido muito importante, corresponde exactamente ao que me disseram. Quero que fique a trabalhar comigo. Se vier um adjunto, não será para o substituir, mas para ter a melhor equipa possível."
"Jogadores têm potencial. Importa esquecer o passado e trabalhar para concretizar o potencial"
26 de Outubro - declarações à imprensa belga
"Houve dois clubes que entraram em contacto comigo mas quando apareceu a proposta concreta do Sporting decidi logo"
"Vou para um país quente, com estádios bonitos e com um campeonato de qualidade"
"As expectativas são altas. O Sporting é um clube de topo, eles querem os resultados que não têm conseguido nas últimas semanas. Farei o meu melhor para ajudá-los a sair desta situação"
"Na segunda feira estávamos todos a conversar em volta de uma mesa. Foi tudo muito rápido"
24 de Outubro - dia do anúncio oficial
"Os adeptos fazem parte da equipa"
"Estou contente com o Sporting. Muito"
"É uma pena o Sporting estar nesta situação [momento complicado]. Primeiro vamos tentar fazer as coisas com calma. Eu não sou importante. O importante é o clube e a equipa"
"Não tenho comentários a fazer à equipa. Se tiver de dizer alguma coisa é aos jogadores. Vou falar primeiro com os jogadores e com o presidente. Vão ser os primeiros com quem vou falar"
"[Vai ficar só até ao final do ano?] Não, de todo. Agora faço parte da estrutura do clube. Isso é que é importante. Não estou preocupado com o futuro mas não queria ficar por aqui. Gostava de ficar mais tempo mas primeiro temos que ganhar"
"Não tenho nenhum problema, pelo contrário. Esta ligação está de acordo com os meus interesses. Mas isso não quer dizer que não saiba que estou aqui por tempo determinado"
"Pelo que sei é um grande clube. Temos que olhar para tudo o que está à volta. O empenho, a ambição, o funcionamento do clube, o interesse dos adeptos. É um grande clube"
"O campeonato português é bastante conhecido. É possível segui-lo em todo o lado. Tem qualidade, bons jogadores e boas equipas. Por isso é um bom desafio"
"[Espera ser bem acolhido em Lisboa?] Sim, mas isso não é o mais importante. O que interessa é a equipa. Tudo farei para ser bem recebido. A equipa é a minha prioridade"
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